Vou te contar minha história. Ou parte dela.

Eu era aquela criança quieta e que gostava de ler. Tem um número infinito de histórias em que me perdia de casa, do caminho ou de qualquer lugar que estava indo por resolver ter uma leitura ao mesmo tempo que ia andando. A maioria é verdade. Nunca morri atropelado então até segunda ordem, trata-se de um hábito saudável.

Cresci. E troquei gibis e livros pelo celular, mas o fascínio por histórias segue igual desde que me referia à elas como estórias. Se trocar de nome é algo sério, contar uma história pra mim sempre foi a brincadeira mais divertida do mundo para se fazer sozinho, com exceção daquilo. E a cada ano em que passava, a maior diversão sempre foi inventar e fazer novas histórias.

Cada um de nós é responsável pelo seu caminho, esteja olhando pela frente ou lendo um gibi enquanto anda. Todos nós escrevemos nossa própria estória da maneira que entendemos ser a melhor possível. E em cada decisão, a cada capítulo que escrevemos, estamos emaranhando outras histórias ao nosso redor. Como um enredo em que mil aventuras se misturam.

O mais importante não é simplesmente se orgulhar do que você passou. Todos vivemos coisas vergonhosas e admiráveis. O que importa é como você vai usar cada parágrafo que absorveu, aquela lição que aprendeu e o trecho que não saiu da nossa cabeça. E ter sempre a honestidade – ou verossimilhança – para seguir contando a sua própria história. Que é só sua, por isso arrisque tudo o que tiver nela. É tudo o que temos.

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Este é mais um texto da minha carta quinzenal. Você pode assinar por este link: http://bit.ly/cronicasporemail. A próxima sai nesta segunda-feira (15.12). Não deixe de divulgar para os seus amigos.

escrito por tcordeiro
Meu nome é Tiago Cordeiro e trabalho com conteúdo (textos, roteiro, ficção e não ficção), redes sociais e marketing digital.

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